quinta-feira, 12 de julho de 2012

TARDE TE AMEI (Confissões, X Livro, 38)


TARDE TE AMEI
(Santo Agostinho, Confissões, X Livro, 38)

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!
Tarde demais eu te amei!
Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!
Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.
Estavas comigo, mas eu não estava contigo.
Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.
Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.
Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira.
Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.
Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti.
Tu me tocaste, e agora ardo no desejo de tua paz.

O QUE DIZER DA ESPERANÇA? (Santo Agostinho, Sermão 158,8)

O que dizer da esperança? [...] Pois também a esperança é necessária durante a peregrinação; é ela que nos consola no caminho. O viajante qu...