sexta-feira, 20 de julho de 2012

TODA A CRIAÇÃO ENTOA SEM CESSAR OS TEUS LOUVORES...

Foto: Luiz Fernando Marchesin

      Que minha alma te louve para te amar; que confesse as tuas misericórdias para te louvar.
     Toda a criação entoa sem cessar os teus louvores: os seres espirituais voltados para ti, e os demais seres animados ou inanimados, através da boca de quem os contempla. Desse modo, nossa alma, apoiando-se nas criaturas e recuperando-se da própria fraqueza, junta-se a ti, admirável criador delas, pois em ti encontra renovação e força verdadeira.

Santo Agostinho, Confissões, V Livro, 1

sexta-feira, 13 de julho de 2012

DEUS DAS VIRTUDES, VOLTA-NOS PARA TI...


            'Deus das virtudes, volta-nos para ti, mostra-nos a tua face e seremos salvos'.
            Para qualquer parte que se volte a alma humana, se não se fixa em ti, se agarra à dor, ainda que detenha nas belezas que estão fora de ti e fora de si mesma.
            Estas nada teriam de belo, se não proviessem de ti. Nascem e morrem: nascendo, começam a existir e a crescer para chegar à maturidade; porém, uma vez maduras, decaem e morrem. Nem tudo envelhece, mas tudo morre.

(Santo Agostinho, Confissões, VI Livro, 15)


Foto: Luiz Fernando Marchesin

FIZESTE-NOS PARA TI...


                    Fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti.
(Santo Agostinho, Confissões, I Livro, 1)

     
Foto: Luiz Fernando Marchesin

QUE EU TE BUSQUE, SENHOR...

Que eu te busque, Senhor, invocando-te; e que eu te invoque, crendo em ti: tu nos foste anunciado.
Invoca-te, Senhor, a minha fé, que me deste, que me inspiraste pela humanidade de teu Filho, pelo ministério de teu pregador.

(Santo Agostinho, Confissões, I Livro, 1)


Foto: Luiz Fernando Marchesin

quinta-feira, 12 de julho de 2012

TARDE TE AMEI (Confissões, X Livro, 38)


TARDE TE AMEI
(Santo Agostinho, Confissões, X Livro, 38)

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!
Tarde demais eu te amei!
Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!
Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.
Estavas comigo, mas eu não estava contigo.
Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.
Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.
Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira.
Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.
Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti.
Tu me tocaste, e agora ardo no desejo de tua paz.

BELEZA DA CRIAÇÃO...


O QUE DIZER DA ESPERANÇA? (Santo Agostinho, Sermão 158,8)

O que dizer da esperança? [...] Pois também a esperança é necessária durante a peregrinação; é ela que nos consola no caminho. O viajante qu...